BIOGRAFIA


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Desde o lançamento de Saindo do Lugar (2012), a cantora mineira Nathy Faria vem se estabelecendo como uma das principais vozes femininas da cena independente. Sempre envolvida em projetos de blackmusic e música eletrônica, a artista embarca numa nova proposta estética ao lançar o EP homônimo, com três faixas, sem perder suas referências.

Sobre o novo disco “Nathy Faria”, produzido por César Santos, logo de cara, já se percebe a presença poderosa de elementos eletrônicos, baixos densos, pianos elétricos e sintetizadores que ampliam sua música para novas direções, estabelecendo diálogos com vertentes como o Neo Soul, Trip Hop e a Black Music inglesa. Suas referências são Lauryn Hill, Erykah Badu, Lianne La Havas, Kimbra, entre outros. Do ponto de vista conceitual, o EP reafirma a postura artística da cantora ao colocar a figura feminina como centro de seu discurso, abordando temas como empoderamento e valorização da mulher. Já no primeiro single, “Asas”, Nathy Faria canta contra o preconceito e a favor da fé em si mesmo, num ritmo dançante e libertador. Em “De Longe”, ela desenha um jogo de conquista mal sucedido para abordar a dualidade entre solidão e auto-realização . “Passei por um momento em que tudo virou de cabeça pra baixo e nesse momento me encontrei muito e consegui me sentir feliz comigo mesma, vi que não é preciso “ter alguém” pra ser feliz.” Já na música “Beijo” brinca com a situação em que você não queria se envolver com alguém, mas se envolveu e deu muito certo.

Além do EP, Nathy lançou um videoclipe da música “De Longe” enfatizando todo o caráter urbano do trabalho e prepara mais 3 vídeos para serem lançados ainda no primeiro semestre.

O trabalho conta com produção musical de César Santos (Skank, Toninho Horta, Seu Jorge, Marku Ribas, Vander Lee, Marina Machado etc) e parceria com o músico Fernando Delgado.

Nathy iniciou sua carreira muito cedo e suas referências passeiam pelo vigor x suavidade de cantoras como Nina Simone, Billie Holiday, Lauryn Hill, Erykah Badu e bandas como Portishead, entre outras influências como Bob Marley e a música jamaicana.

Foi fundadora e vocalista da “Bala Black”, banda de blackmusic, onde atuou durante três anos. Estudou canto Jazz em Portugal e iniciou sua carreira solo na Europa entre 2008 e 2009. Ao voltar ao Brasil, Nathy gravou seu primeiro disco solo, produzido por Lenis Rino, masterizado por Mad Zoo e lançado virtualmente em 2012.

No mesmo ano, a música “Saindo do Lugar” foi selecionada para a coletânea internacional da BM&A, “Brazilian Bass Culture & Beyond.”, representando a nova música feita no Brasil. Com apoio do Ministério da Cultura e da Funarte, os shows de lançamento de “Saindo do Lugar” aconteceram no Sesc Palladium(BH) e na FIM Guadalajara (México). A turnê passou por ILM (Mx), festivais Cardume, Grito Rock, Escambo, teatro Oi Futuro Klauss Vianna, Centro Cultural Terranova (Argentina), Le Bar Du Sport (Paris), entre outros. A artista também compôs música pro filme “El mistério de la felicidad”, de Daniel Burman, em parceria com Nico Cota e participou das feiras de música Midem (2014) e Porto Musical (2015).